quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Esposas e filhos eram também executados pelos comunistas

As primeiras vítimas foram os membros da oposição russa já aprisionados. Em fins de 1935, os detidos,
libertados no final das respectivas penas, foram novamente encarcerados. Vários milhares de militantes trotskistas foram reunidos na região de Vorkuta. Eram cerca de 500 nas minas, mil no campo de Ukhto-Pechora e, ao todo, vários milhares na área de Pechora. Em 27 de outubro de 1936, mil desses prisioneiros^2 iniciaram uma greve de fome de 132 dias. Reivindicavam a sua separação dos presos de direito comum e de viverem com a família. Ao fim de quatro semanas, um dos prisioneiros faleceu. Muitos outros sofreram a mesma sorte até que a administração anunciou que seriam atendidas as reivindicações. No outono seguinte, 1.200 prisioneiros (metade dos quais trotskistas) foram reunidos nas proximidades de uma antiga fábrica de tijolos. No fim de março, a administração elaborou uma lista de 25 prisioneiros, que receberam um quilo de pão e ordens para se prepararem para partir. Momentos depois, escutava-se o estrondo de um fuzilamento. Admitiu-se o pior quando, pouco tempo depois, os prisioneiros viram regressar a escolta do grupo. Dias depois, nova chamada e novo estrondo de fuzilamento. E assim continuou até o fim de maio. Os guardas regavam os cadáveres com gasolina, a fim de queimá-los e fazer com que desaparecessem. O NKVD difundia, via rádio, o nome dos fuzilados “por agitação contra-revolucionária, sabotagem, banditismo, recusa ao trabalho, tentativa de fuga, etc.”. As mulheres não foram poupadas. A mulher de um militante executado era automaticamente passível da pena capital, e os filhos de um oposicionista, desde que tivessem mais de 12 anos, estavam sujeitos ao mesmo procedimento.
Página 148 de O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO



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