sábado, 29 de dezembro de 2012

John Lott Jr: o cara que já nasceu linchado

John Lott Jr é o economista americano que ousou sugerir que armas de fogo reduzem a criminalidade quando possuídas por cidadãos comuns. Quem leu seu livro sabe que no começo, quando ele era um nada, os defensores do banimento de armas sequer liam suas pesquisas, ele as enviava e recebia respostas grosseiras como "nem vou ler isto" ou  "nem precisa mandar suas bobagens". Um dia, lançou seu livro e começaram a atacar e difamar o sujeito sete dias por semana.
Num certo ponto de seu "MAIS ARMAS MENOS CRIMES", ele comenta que, sobre sua conclusão acerca do maior número de roubos em bairros com grande porcentagem de senhoras negras aposentadas, um opositor escreveu "o senhor Lott está sugerindo que as senhoras afro-americanas aposentadas cometem mais roubos? Evidente que ele estava sugerindo que as senhoras que sacam suas aposentadorias e levam o dinheiro para casa em bairros mal policiados eram vítimas mais atraentes, mas respondeu a pergunta burra com duas declarações interessantes:
1) "disse que bairros com grandes populações de mulheres entre 10 e 29 anos apresentam mais estupros, mas é evidente que eu não disse elas cometeriam estupros"
2)"disse que bairros de classe média alta apresentam mais furtos de carros, mas não significa que a classe média alta furta carros"
John Lott, de tanto ser apedrejado, um dia resolveu criar um usuário "fake" (coisa comum, eu mesmo já tive vários) e entrar num fórum para se defender. Um sujeito descobriu e novamente Lott foi linchado. A verdade é que John Lott já era um linchado antes de publicar seu livro.
Em 2005 a campanha do SIM proferiu as maiores barbaridades que um grupo poderia espalhar, sem a menor vergonha ou culpa. Só para lembrar: "95% dos homicídios são crimes interpessoais, pessoas comuns matando pessoas comuns por motivos banais; e apenas 5% são latrocínios, ou roubo seguido de morte"... afirmação feita num país onde 91% dos homicídios acabam como autoria desconhecida.
O mundo é assim. Dizem que há democracia, que há debate, que há respeito; mas não há. Simples assim!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Lênin: o primeiro grande genocida do século XX

Lênin, cujo pai tinha título de nobreza, achava que sabia como era um pobre, mesmo sem nunca ter visto um de perto (estou exagerando de propósito - poucos não eram pobres perto dele). Quando percebeu que os pobres não o achavam um deus onipotente, baixou o pau, matou e queimou como se todo e qualquer russo comum fosse um "parasita burguês".

Da página 35 do LIVRO NEGRO DO COMUNISMO tiramos:

Apesar de alguns sucessos iniciais, a organização de Comitês de camponeses pobres foi malsucedida. A própria idéia de se colocar na linha de frente a parte mais pobre dos camponeses refletia o profundo desconhecimento que os bolcheviques tinham da sociedade camponesa. Segundo um esquema marxista simplista, eles a imaginavam dividida em classes antagônicas, ao passo que ela estava sobretudo solidária em face do mundo exterior e dos
estrangeiros vindos da cidade. Logo que se tratou de se entregarem os excedentes, o reflexo igualitário e comunitário da assembleia camponesa marcou sua presença; em lugar de incidir sobre os camponeses abastados, o peso das requisições foi repartido em função das disponibilidades de cada um. A massa dos camponeses médios foi atingida, e o descontentamento foi geral. Tumultos explodiram em várias regiões. Diante da brutalidade dos destacamentos de abastecimento apoiados pela Tcheka ou pelo exército, uma verdadeira guerrilha formou-se a partir de junho de 1918. Em julho-agosto, 110 insurreições camponesas, qualificadas pelo poder como “rebeliões dos kulaks” - terminologia utilizada pelos bolcheviques para designar os tumultos em que cidades inteiras participavam, com todas as categorias sociais misturadas - explodiram nas zonas controladas pelo novo poder. O crédito desfrutado durante um breve período pelos bolcheviques, por não terem feito oposição à apreensão das terras, em 1917, foi aniquilado em poucas semanas. Durante três anos, a política de requisição ia provocar milhares de revoltas e rebeliões, que se degeneraram em verdadeiras guerras camponesas, reprimidas com a maior violência.


Vi uma discussão na internet mais ou menos assim:
-leu só "essa merda de livro" e acho que sei tudo.
Só posso dizer que o LIVRO NEGRO DO COMUNISMO é essencialmente definitivo por ter sido escrito por um homem que estudou o comunismo com paixão e um dia criou vergonha na cara; como o comunismo é podre, para defender essa aberração o sujeito precisa ler dezenas de livros (não é o caso de quem não advoga por pervertidos).
-O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO é racismo.
Sim, o sujeito chamou o livro de racista porque a palavra NEGRO é usada como termo pejorativo no título do livro. Foi colocado depois que "lista negra", "setembro negro" e (BINGO!) "O LIVRO NEGRO DO CAPITALISMO" - escrito por comunistas contra o capitalismo - são termos onde a palavra NEGRO é perfeitamente aceita. Nenhum afrodescendente aparece em casa e diz "hoje eu tive um dia branco no serviço".


PUTA QUE PARIU!!!
COMUNISTA É BICHO MUITO BURRO MESMO!

domingo, 25 de novembro de 2012

A C.O.P. 357/38 trinta anos depois

ATUALIZADO
Conheci esta arma no GUN DIGEST 1982. Desenhei muitas coisas baseadas na mesma ideia:
-uma arma que pode ser disparada de dentro de um bolso ou bolsa sem os perigos das pistolas e revólveres!
O cão e o tambor do revólver tornam o funcionamento de dentro de um bolso algo muito arriscado; o ferrolho da pistola permite um tiro, isso se o cão for oculto.
A C.O.P. pode disparar quatro tiros de dentro de um bolso ou bolsa sem nenhum problema. Melhor ainda se o usuário colocar uma fita de pintor na boca do cano a fim de evitar a entrada de objetos pequenos nele, pois pode ser perigoso apertar o gatilho quando há um grampo de cabelo, ou coisa parecida, encostado no projétil.
Sempre foi um pouco desprezada pelo grande público, talvez por ser classificada pelas mentes mais infelizes como "garrucha". Hoje então, com tantos fanáticos por video games e reality shows... ninguém dá ou daria valor à pequena arma.



Encontrei ontem um belo vídeo do Youtube mostrando como ela funciona:




ATUALIZANDO 10 de Setembro de 2014
Como ela funciona? Confesso que dependi da uma vista explodida para sacar como ela funciona. Brilhante! A C.O.P. tem um cão com uma cabeça giratória. Na cabeça giratória temos três "rebaixos" e um "cheio", todos separados por 90 graus medidos a partir do centro do eixo em torno do qual gira a cabeça do cão. Os rebaixos evitam que o cão transfira movimento para três dos quatro pinos percussores da arma, enquanto que o disparo efetivamente ocorre no cano cujo percussor é atingido pelo cheio. Cada vez que o gatilho é puxado a cabeça do cão gira 90 graus e um cano carregado é disparado. Mas, como gira o percussor? É tão simples que chega a ser bobo! O impulsor do cilindro, aquela peça que fica presa ao gatilho do revólver comum e encaixa na estrela usinada na face traseira do extrator do revólver, fica na arma, na estrutura atrás do cão. Num revólver comum a rotação do gatilho leva o impulsor na direção do cilindro; na C.O.P. a cabeça do cão avança na direção do impulsor.

Equivalência de componentes:
Revolver comum        C.O.P.
Cilindro              cabeça giratória do cão
gatilho               estrutura
impulsor              impulsor

No Brasil é perfeitamente possível fazer arma quase idêntica. E se ela trabalhar em sistema de percussão, para evitar a nossa legislação nazi/comunista/filha da puta?
Uma C.O.P. calibre 7 mm com cinco tiros e parede mínima do cilindro com 2 mm teria uma largura máxima de 22,124 mm! Com quatro tiros teria 20 mm, então eu já a faria com 5.
Com um bom desenho de projétil e uma carga forte, daria conta de muita coisa; e sendo de percussão, seria mais prático trocar o cano para recarregar.
Lembro-me de uns projetos "idotas" meus nos anos oitenta, como: revólver 38 de sete e oito tiros!


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Villa Perosa: a primeira e única pistola metralhadora

Discussões e mais discussões, mas está resolvido o problema!
A Villar perosa foi a primeira e única submetralhadora. O grande erro da Bergmann foi chamar sua arma de maschine pistole.
A Villar Perosa foi projetada para ser uma metralhadora que pudesse ler levada por apenas um homem, como a tecnologia da época não conseguia fazer uma arma leve que suportasse as potentes munições de mosquete empregadas nas metralhadoras, usaram munição de pistola. A arma tinha dois canos, carregadores montados pelo topo da arma, usava bipé e punhos de pá (spade em inglês é pá, não é espada). A Villar Perosa tem características de metralhadoras, como a Vickers e a Browning, e nenhuma relação com armas de ombro.

A Villar Perosa foi a primeira submetralhadora? Se sim, nunca mais fizeram outra; se não, o nome foi indevidamente empregado.
Um dia alguém percebeu o erro e cortou uma Villar Perosa em duas metades, fazendo uma arma de ombro que, aí sim, parecia-se com o que foi chamado de submetralhadora.
Uns dirão que a Villar Perosa foi uma submetralhadora por usar munição de pistola. OK, sejam felizes.
O que faz uma submetralhadora não é a munição de pistola; se isso fosse verdade, a H&K não venderia sua MP-53 como submetralhadora. Já briguei muito por causa disso; ainda mais depois que alguns entusiastas andaram assim as definindo.

Radicalizar é divertido. O Browning BAR nunca foi fuzil, era metralhadora leve. A Villar Perosa era uma metralhadora leve. PDW não existe; se existe, Mauser Schnellfeuer, Skorpion, RAK e MAC-10 eram PDWs. No Brasil, o termo para submetralhadora é METRALHADORA DE MÃO.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A QUASE PERFEITA UZI

Passeando pelos vídeos do YOUTUBE concluí que a UZI foi, praticamente, a melhor submetralhadora de ferrolho aberto produzida.

As duas versões da UZI:

A mãe da UZI, a tcheca  ZK-476:


É uma arma relativamente curta (470 mm), sobretudo para uma arma com 260 mm de cano.
A trava de empunhadura evita que o ferrolho corra quando armado ou desarmado. Se a arma levar uma grande impacto e o ferrolho tentar escapar da armadilha, ela não atira. Se a arma levar um forte impacto na traseira, estando o ferrolho desarmado, a inércia não é capaz de lançar o ferrolho para trás (o que pode coletar uma munição do carregador e provocar um disparo acidental).
O seletor de tiro pode não ser fantástico para os canhotos, mas está numa bela posição para os destros.
A alavanca de manejo não se move durante o disparo e, a grande maravilha da UZI, se ela escapar da mão ou de outro obstáculo qualquer que a leve para trás, uma engenhosa cremalheira impede que a alavanca de manejo corra para frente quando em contato com o ferrolho.
A coronha é bem compacta e pode ser aberta e fechada sem tirar a mão da empunhadura.
Apesar de atirar por ferrolho aberto e ter um ferrolho pesado, ela atira muitíssimo bem em intermitente, o que não é comum.
Sua cadência de 650 tiros por minuto é levemente mais alta que o ideal, mas nada que atrapalhe, como numa FAMAE ou MAC-10.
É um pouco pesada para os nosso dias, mas na Segunda Guerra seria considerada leve.
O cano é fácil de trocar.
Miras reguláveis e bem protegidas.
Ela só tem um defeito: por usar percussor fixo; se a munição, por alguma razão, como estojo deformado ou sujeira na câmera, travar parcialmente introduzida no cano, ocorrerá um disparo do mesmo jeito, mas sem suporte para as paredes do estojo, que acabará se rompendo, podendo provocar danos e até mesmo ferir o usuário.
Numa Thompson, Orita, Vesely ou Welgun o percussor é acionado pela aproximação do ferrolho. Quando falta 1 mm para o ferrolho atingir sua posição mais adiantada, um mecanismo parecido com uma gangorra faz o percussor correr para frente. Se a munição emperrar, o ferrolho atinge a base da munição sem percutir a cápsula (militares chamam a espoleta de cápsula e a cápsula de estojo).
Melhor seria se ela tivesse um percussor ao estilo da Thompson ou da romena Orita.

Ferrolho aberto por quê?
Entende-se por ferrolho aberto a arma onde, no momento em que é pressionado o gatilho, o ferrolho encontra-se armado para trás e, consequentemente, não há munição no cano. O ferrolho corre para frente, coleta uma munição do carregador, a introduz no cano e aí então ocorre o disparo.
Qual o ferrolho aberto que eu gosto? É o API! API significa ADVANCED PRIMER IGNITION, ou detonação prematura da cápsula. No sistema API a detonação da cápsula ocorre enquanto o ferrolho ainda se move para frente. Numa arma API, antes que o ferrolho corra para trás, é preciso que a detonação da munição o freie (ainda que parcialmente). Ao empregar parte da potência de recuo da munição para consumir parte do momento do ferrolho, a arma pode trabalhar com um ferrolho mais leve mantendo a mesma cadência de fogo.
Nas armas automáticas o corpo da arma tende a saltar para frente quando atingido pelo ferrolho, nas submetralhadoras com API não é diferente e nessa corrida para frente ainda há momento (massa x velocidade) no ferrolho; daí eu dizer que o ferrolho é apenas parcialmente parado pela detonação. Há quem diga que numa submetralhadora com API a munição dispara ainda correndo para frente. Não é verdade. Ela precisa estar parada em relação ao ferrolho para que a espoleta seja amassada pelo percussor.
O ferrolho aberto ainda traz uma última vantagem: quando o atirador solta o gatilho depois de atirar muito, não há munição no cano para absorver o calor do cano e disparar de maneira espontânea (cook off).
Há vantagem no ferrolho fechado? Sim! Uma arma de ferrolho fechado será sempre potencialmente muito mais precisa que uma arma de ferrolho aberto.

Pino percussor ativado por aproximação como consta da patente da submetralhadora VESELY:
O ferrolho move-se da direita para a esquerda. O pino azul bate contra o suporte do cano, gira a alavanca verde, o percussor vermelho é arremessado contra a cápsula.


As peças do modelo original:


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Assassina de Ubiratan livrada com louvor

Cometeu o crime por ciúmes, mas as provas eram insuficientes.
Com essa explicação livraram a assassina do Coronel Ubiratan. O Ministério Público não pretende recorrer.
Bonito! Se o assassinado fosse um bandido ou comunista, não teria acabado assim. Décadas de bons serviços e ninguém ousa tratar o Coronel como gente. Estava lá para ser morto. Afinal... ele não gostava de bandidos ou de comunistas. Quem não gosta de bandidos e comunistas pode ser assassinado que nem o Ministério Público move um músculo para defender.
O Brasil é uma submediocridade. A pátria do fraco, do burro, abestalhado e manipulável.

Campanha contra a violência: mais uma...

Oito horas e vinte minutos do dia oito de novembro de 2012: Chico Pinheiro... nem mesmo global encardido suportou e comentou "o Brasil é bom de campanha".
Aparece esta senhora Taís Ferraz afirmando que mais da metade dos homicídios no Brasil são causados por impulso, mas parece ser íntegra: corrigiu dizendo "dos casos que estudamos".

Bom... como todos -acostumados com a manipulação da mídia- sabem:

1-QUANDO UMA PESSOA COMUM MATA OUTRA PESSOA COMUM POR IMPULSO, A PROBABILIDADE DE ESCLARECIMENTO DO CASO É PRATICAMENTE 100%. QUANDO UM CRIMINOSO PROCURA A MELHOR OPORTUNIDADE PARA ATACAR UM ESTRANHO, É BEM MAIS DIFÍCIL ACHAR O RESPONSÁVEL.

2-85% DOS CRIMES NO BRASIL ACABAM COMO AUTORIA DESCONHECIDA.

Estudar casos solucionados vicia a amostra, deixa de lado, propositalmente, os casos onde criminosos profissionais matam e penaliza o cidadão comum com o rótulo de psicopata.
A campanha é idiota, tão ididota que ganha espaço na muito idiota Rede Globo.

Kalashnikov é um velho imbecil

Estou terminando de ler um livro sobre o projetista do AK-47.
Lavagem cerebral é pouco para explicar como o sujeito defende o homem que rotulou sua família (pobre, mãe analfabeta, pai com dois anos de escola, que geraram dezoito filhos) como burguesa e parasita, mandou todos de trem para a Sibéria e colocou seu irmão seis anos num campo de trabalhos forçados (onde ele ganhou mais um ano de pena apenas por ter perguntado qual a razão de sua prisão no último dia de sua primeira pena).
Para Kalashnikov, Stalin representa os melhores anos de sua vida, quando transformaram-no num êxito, quando ele era jovem e forte, quando seus filhos eram pequenos, quando a felicidade era ter o "privilégio" de dividir um apartamento com mais quatro famílias... Sim, para aqueles que dizem não ser verdade, na União Soviética quatro famílias estranhas eram enfiadas num mesmo apartamento, enquanto a elite do Partido Comunista vivia como vivem todos os políticos!
Ele se diz leninista... Lênin, o responsável pelo golpe que tirou do poder o eleito Partido Socialista Revolucionário e mergulhou a Rússia numa guerra civil de anos, no genocídio de classes, nas prisões e expurgos.
Diz que os deputados do Partido Comunista eram fortalezas morais, mas queixa-se do saque promovido pelos membros desse mesmo partido sobre as riquezas da Rússia quando acabou a URSS. Estranha a águia de duas cabeças de uma de suas últimas condecorações e afirma gostar da foice e do martelo.
Kalashnikov é um velhote imbecilizado por sessenta anos de medo. Além de ser o homem mais sortudo do mundo, já que o AK-47 nunca foi tudo isso.
Quanta saudade dos anos em que a URSS era temida, hoje não passa de uma nação de traficantes, cafetões, trapaceiros, corruptos, drogados e prostitutas. É o preço pago por quem quer fuzilar padres e demolir igrejas sem ter nada testado para colocar no lugar. E ainda acha que a Alemanha deveria indenizar a Rússia pela guerra, como se a Alemanha já não tivesse sido esfolada nos últimos sessenta e sete anos pela mesma razão...
Para fechar com chave de fezes o livro, há no final da edição um logo "Acabe com sua arma antes que ela acabe com você".
Desenho armas desde 1980. Em agosto de 1980 me encantei com a vista em corte do AK-47 na revista Manchete, mas não faria questão alguma de conhecer este cavalheiro.
O livro "RAJADAS DA HISTÓRIA, da jornalista Elena Joly, retrata um partidário do genocídio, da tortura, dos estupros, dos assassinatos gratuitos, da mentira como forma de conduta pessoal e do terror como política de Estado. Péssimo! Antes ficasse calado.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Por que eu não divulgo o meu blog?

Não sou formador de opinião. Não me importo mais com quem quer errar. Quer errar? Seja feliz!
Divulgar para quê? Se chegou aqui e gostou, salve ou imprima; se não gostar... tudo bem.
Todas as pessoas que deixam o que estão fazendo para penetrarem nas conversações alheias a fim de exporem seus pontos de vista, que eu conheço, são esquerdistas. Será essa a razão do sucesso deles? Que seja... nem ligo.

Barack, o falso afro-descendente!

Ele não é descendente de escravos, é filho de uma americana com um africano, não tem relação alguma com o típico afro-americano. Gosta de usar frases repetitivas, gosta de poesia e de declarações emotivas. A imprensa é cúmplice, jamais o critica e até justifica sua incapacidade de cumprir promessas.
O cara é a receita de bolo que mais vende no planeta burro: demagogia 24 x 7!
Se as pessoas votassem nele sabendo que ele é falsificado... tudo bem! Mas espere aí: elas sabem! (ou podem saber) Quem liga? Melhor cair no abismo que admitir a própria burrice...

Os "especialistas" da GLOBO

Sempre que aparece um "especialista" numa reportagem da Rede Globo, faço teste: digito o nome do "iluminado" e a palavra "desarmamento". Aparece na hora um monte de artigos na internet e em jornais defendendo o desarmamento da população. Fato!
FHC achatou as vendas de armas e a emissão de portes, Lula veio e dizimou os sobreviventes; e ainda ficam batendo na mesma velha tecla. Os crimes aumentam e a sociedade finge que não sabe o porquê. Paciência! Mas: paciência tem limite! Paciência tem limite? Parece que não.
Hoje a vítima do meu teste foi o senhor Renato Lima e o Fórum Brasileiro de Segurança. Exemplo infeliz do atirador de Realengo contra um morador de rua que esfaqueou duas pessoas; como se o atirador de Realengo tivesse adquirido suas armas legalmente ou uma faca não fosse capaz de causar muitas mortes (basta verificar as notícias do Japão, onde não é tão incomum a ocorrência de múltiplos esfaqueamentos).
Falam e refazer o plebiscito de 2005, numa semelhança indisfarçável com os movimentos comunistas de Lênin e de Ho Chi Min: SE A DECISÃO POPULAR CONTRARIAR A LINHA DOS "ILUMINADOS", ELE DEVE SER DESRESPEITADA! (se alguém reclamar, use algumas palavras em latim...)
O POVO SÓ PODE OPINAR, E SER RESPEITADO, SE CONCORDAR COM OS DONOS DA PALAVRA.
Se o governo combatesse os criminosos com a mesma fúria que aplica na perseguição aos donos de armas devidamente legalizadas, quem sabe voltaríamos aos mesmos índices de violência dos tempos do Presidente Itamar Franco. Mas o Ministro Cardozo acha que estamos no caminho certo (com aval da Globo), quem somos nós para duvidarmos...
Aguenta Brasil! Você fez por merecer.
A mídia brasileira e o governo brasileiro são de orientação comunista/nazista/totalitarista. A mentira repetida cem vezes torna-se verdade (como brasileiro é mais burro que a média... basta repetir dez vezes).

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mais vale condenar cem inocentes do que absolver um só culpado

Página 173 do LIVRO NEGRO.
Ninguém pensa nisso quando soluça vendo a bobagem do quadro Guernica (que eu vi em Madrid e não é nada espetacular).


No início de 1938,200 antifascistas e anti-stalinistas estavam detidos na “ceka” de Santa Úrsula, então chamada de o Dachau da Espanha republicana, numa referência ao primeiro campo de concentração aberto pelos nazistas para perseguir os seus opositores. “Quando os stalinistas decidiram construir ali uma 'ceka', o pequeno cemitério estava sendo limpo”, conta uma das vítimas. “Os 'tchekistas' tíveram então uma idéia diabólica: deixaram o cemitério tal qual estava, com os seus túmulos abertos, os seus esqueletos e os seus mortos mais recentes em estado de decomposição. E era lá que, por muitas e muitas noites, ficavam trancados os presos mais recalcitrantes. Eles aplicavam outros suplícios particularmente brutais: muitos prisioneiros eram pendurados pelos pés, de cabeça para baixo, durante dias inteiros. Outros eram trancafiados em pequenos armários, com minúsculos orifícios na altura do rosto, para que pudessem respirar minimamente... Havia também um suplício ainda mais cruel: o da gaveta. Eles obrigavam os prisioneiros a se agacharem dentro de umas caixas quadradas e a permanecerem naquela posição durante vários dias; alguns ficavam assim oito ou dez dias sem poderem se mexer...” Para essa tarefa, os agentes soviéticos recorriam a indivíduos depravados, que sentiam que os seus atos mereciam a aprovação da Pasionaría, aliás, foi justamente ela quem declarou num comício comunista realizado em Valência: “Mais vale condenar cem inocentes do que absolver um só culpado.”

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Nazismo, o comunismo e o Holocausto

O mundo gastou tanto tempo velando os judeus, que os comunistas pegaram Coreia, China, Vietnã e Cambodja (entre outros menos importantes). *** queria tanto usar acento agudo em Coreia, mas parece que não há mais.

Na versão impressa do LIVRO NEGRO começa na página 26, na versão para download (a do Papai Noel), começa na 12.


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     A análise dessa realidade central do fenômeno comunista no poder - ditadura e terror - não é simples. JeanEllenstein definiu o fenômeno stalinista como uma mistura de tirania grega e despotismo oriental. A fórmula ésedutora, mas não dá conta do caráter moderno dessa experiência, de seu alcance totalitário, distinto das formas anteriormente conhecidas de ditadura. Um rápido sobrevoo comparativo permitirá uma melhor compreensão.


     Poder-se-ia inicialmente evocar a tradição russa da opressão. Os bolcheviques combatiam o regime terrorista do Czar, que, entretanto, empalidece diante dos horrores do bolchevismo no poder. O Czar denunciava os prisioneiros políticos diante de uma verdadeira justiça; a defesa podia exprimir-se tanto quanto ou ainda mais do que a acusação e tomar o testemunho de uma opinião pública nacional inexistente no regime comunista e, sobretudo, de uma opinião pública internacional. Os prisioneiros e os condenados se beneficiavam de uma regulamentação nas prisões, e o regime de desterro, ou mesmo o de deportação, era relativamente leve. Os deportados podiam partir com suas famílias, ler e escrever o que quisessem: caçar, pescar e se encontrarem, nos momentos de lazer, com seus companheiros de “infortúnio”. Lenin e Stalin puderam experimentar essa situação pessoalmente. Mesmo as Recordações da casa dos mortos, de Dostoievski, que tanto chocaram a opinião pública na época de sua publicação, parecem anódinas em face dos horrores do comunismo. Seguramente, houve, na Rússia dos anos 1880 a 1914, tumultos populares e insurreições duramente reprimidos por um sistema político arcaico. Porém, de 1825 a 1917, o número total de pessoas condenadas à morte nesse país, por sua opinião ou sua ação política, foi de 6.360, dos quais 3.932 foram executados - 191 de 1825 a 1905, e 3.741 de 1906 a 1910 - quantidade que já havia sido ultrapassada pelos bolcheviques em março de 1919, apóssomente quatro meses de exercício de poder. O balanço da repressão czarista é, assim, sem paralelo com o do terror comunista.


Entre os anos 20 e 40, o comunismo censurou violentamente o terror praticado pelos regimes fascistas. Umrápido exame dos números mostra que as coisas não são assim tão simples. O fascismo italiano, o primeiro em ação e também quem abertamente reivindicou para si o título de “totalitário”, aprisionou e com frequência maltratou seus adversários políticos. Entretanto, ele raramente chegou a cometer assassinatos, de modo que, na metade dos anos 30, a Itália tinha algumas centenas de prisioneiros políticos e várias centenas de confinati - postos em residência vigiada nas ilhas -, mas, é verdade, tinha também dezenas de milhares de exilados políticos.


Até a guerra, o terror nazista visou alguns grupos; os oponentes ao regime - principalmente comunistas, socialistas, anarquistas, alguns sindicalistas - foram reprimidos de maneira aberta, encarcerados em prisões e sobretudo internados em campos de concentração, submetidos a humilhações severas. No total, de 1933 a 1939, aproximadamente 20.000 militantes de esquerda foram assassinados com ou sem julgamento nos campos e prisões; sem falar dos acertos de contas internos ao nazismo, como a “noite dos punhais” em junho de 1934. Outra categoria de vítimas destinadas à morte foram os alemães que supostamente não correspondiam aos critérios raciais do “grande ariano loiro” - doentes mentais, deficientes físicos, idosos. Hitler decidiu executar seus intentos por ocasião da guerra: 70.000 alemães foram vítimas de um programa de eutanásia com asfixia por gás, entre o fim de 1939 e o início de 1941, até que as Igrejas protestassem e que o programa fosse encerrado. Os métodos de asfixia por gás aperfeiçoados na ocasião são os que foram aplicados no terceiro grupo de vítimas, os judeus.


     Até a guerra, as medidas de exclusão contra eles eram generalizadas, mas sua perseguição teve seu apogeu naocasião da “Noite de Cristal” - várias centenas de mortos e 35.000 internamentos em campos de concentração. Foi somente com a guerra, e sobretudo com o ataque à URSS, que se desencadeou o terror nazista, cujo balanço sumário é o seguinte: 15 milhões de civis mortos nos países ocupados; 5,1 milhões de judeus; 3,3 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos; 1,1 milhão de deportados mortos nos campos; várias centenas de milhares de ciganos. Á essas vítimas se juntaram 8 milhões de pessoas destinadas a trabalhos forçados e 1,6 milhão de detentos sobreviventes em campos de concentração.


     O terror nazista chocou as imaginações por três razões. Inicialmente, por ter atingido diretamente os europeus. Por outro lado, uma vez vencidos os nazistas, e com seus principais dirigentes julgados em Nuremberg, seus crimes foram oficialmente designados e condenados como tais. Enfim, a revelação do genocídio dos judeus foi um choque por seu caráter de aparência irracional, sua dimensão racista, o radicalismo do crime.


     Nosso propósito aqui não é o de estabelecer uma macabra aritmética comparativa qualquer, uma contabilidadeduplicada do horror, uma hierarquia da crueldade. Entretanto, os fatos são tenazes e mostram que os regimescomunistas cometeram crimes concernentes a aproximadamente 100 milhões de pessoas, contra 25 milhões de pessoas atingidas pelo nazismo. Essa simples constatação deve, pelo menos, provocar uma reflexão comparativa sobre a semelhança entre o regime que foi considerado, a partir de 1945, como o regime mais criminoso do século, e um sistema comunista que conservou, até 1991, toda a sua legitimidade internacional e que, até hoje, está no poder em alguns países, mantendo adeptos no mundo inteiro. Mesmo que muitos dos partidos comunistas tenham reconhecido tardiamente os crimes do stalinismo, eles não abandonaram, em sua maioria, os princípios de Lenin e nunca se interrogam sobre suas próprias implicações no fenômeno terrorista.


Os métodos postos em prática por Lênin e sistematizados por Stalin e seus êmulos, não somente lembram osmétodos nazistas como também, e com frequência, lhes são anteriores. A esse respeito, Rudolf Hoess, encarregado de criar o campo de Auschwitz, e também seu futuro comandante, sustentou afirmações bastante indicativas: “A direção da Segurança fizera chegar aos comandantes dos campos uma detalhada documentação sobre os campos de concentração russos. Baseando-se nos testemunhos dos fugitivos, estavam expostas em todos os detalhes as condições reinantes no local. Destacava-se particularmente que os russos exterminavam populações inteiras utilizando-as em trabalhos forçados.” Porém, se é fato que a intensidade e as técnicas da violência de massa foram inauguradas pelos comunistas e que os nazistas tenham se inspirado nelas, isto não implica, a nosso ver, que se possa estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a tomada do poder pelos bolcheviques e a emergência do nazismo.


     Desde o fim dos anos 20, a GPU (novo nome da Tcheka) inaugurou o método das quotas: cada região e cadadistrito deviam deter, deportar ou fuzilar uma determinada percentagem de pessoas pertencentes às camadas sociais “inimigas”. Essas percentagens eram definidas centralmente pela direção do Partido. A loucura planificadora e a mania estatística não diziam respeito somente à economia; elas também se aplicavam ao domínio do terror. Desde 1920, com a vitória do Exército Vermelho sobre o Exército Branco, na Crimeia, surgiram métodos estatísticos, e mesmo sociológicos: as vítimas são selecionadas segundo critérios precisos, estabelecidos com a ajuda de questionários aos quais ninguém poderia deixar de responder. Os mesmos métodos “sociológicos'' serão postos em prática pelos soviéticos para organizar as deportações e execuções em massa nos Estados Bálticos e na Polônia ocupada de 1939- 1941. O transporte dos deportados em vagões de animais acarretou as mesmas “aberrações” que as cometidas pelo nazismo: em 1943-1944, em plena batalha, Stalin fez com que milhares de vagões e centenas de milhares de homens das tropas especiais do NKVD deixassem o fronte para assegurar em um curtíssimo espaço de tempo a deportação das populações do Cáucaso. Essa lógica do genocídio - que consiste, retomando o Código Penal francês, na “destruição total ou parcial de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, ou de um determinado grupo, a partir de qualquer outro critério arbitrário” - aplicada pelo poder comunista a grupos designados como inimigos, a frações de sua própria sociedade, foi conduzida ao seu paroxismo por Pol Pot e seus khmers vermelhos.


     Fazer a aproximação entre o nazismo e o comunismo, no que diz respeito a seus respectivos extermínios, podechocar. Entretanto, é Vassili Grossman - cuja mãe foi morta pelos nazistas no gueto de Berditchev, escritor do primeiro texto sobre Treblinka e também um dos mestres do Livre noir sobre o extermínio dos judeus na URSS - que, em seu relato Tout passe, faz um de seus personagens dizer a respeito da fome na Ucrânia: “Os escritores e o próprio Stalin diziam todos a mesma coisa: os kulaks são parasitas, eles queimam o trigo, matam as crianças. E nos disseram sem rodeios: é preciso que as massas se revoltem contra eles, para aniquilá-los todos, enquanto classe, esses mal ditos.” E acrescenta: “Para matá-los, seria preciso declarar: os kulaks não são seres humanos. Do mesmo modo que os alemães diziam: os judeus não são seres humanos. Foi o que Lenin e Stalin disseram: os kulaks não são seres humanos.” E Grossman conclui, a respeito das crianças kulaks: “É como os alemães que assassinaram as crianças judias nas câmaras de gás: vocês não têm direito de viver, vocês são judeus.”


     A cada vez, não são tanto os indivíduos que são atingidos, mas os grupos. O terror tem como objetivoexterminar um grupo designado como inimigo, que, na verdade, constitui-se somente como uma fração da sociedade, mas que é atingido enquanto tal por uma lógica do genocídio. Assim, os mecanismos de segregação e de exclusão do “totalitarismo da classe” se parecem singularmente àqueles do “totalitarismo da raça”. Á sociedade nazista futura devia ser construída em torno da “raça pura”; a sociedade comunista futura, em torno de um povo proletário, purificado de toda escória burguesa. O remodelamento dessas duas sociedades foi planejado do mesmo modo, apesar de os critérios de exclusão não serem os mesmos. Portanto, é falso pretender que o comunismo seja um universalismo: se o projeto tem uma vocação mundial, uma parte da humanidade é declarada indigna de existir neste mundo, como no caso do nazismo; a diferença é que um recorte por estratos (classes) substitui o recorte racial e territorial dos nazistas. Logo, os empreendimentos leninista, stalinista, maoísta e a experiência cambojana põem à humanidade - assim como aos juristas e historiadores - uma nova questão: como qualificar o crime que consiste em exterminar, por razões político-ideológicas, não mais indivíduos ou grupos limitados de oponentes, mas partes inteiras da sociedade? É precisoinventar uma nova denominação? Alguns autores anglo-saxões pensam dessa forma, criando o termo “politicídio”. Ou é preciso chegar, como o fazem os juristas tchecos, a qualificar os crimes cometidos pelos regimes comunistas como “crimes comunistas”?


     O que se sabia dos crimes do comunismo? O que se queria saber? Por que foi preciso esperar o fim do séculopara que esse tema obtivesse o status de objeto de ciência? Pois é evidente que o estudo do terror stalinista e comunista em geral, comparado ao estudo dos crimes nazistas, tem um enorme atraso a recuperar, mesmo que, no Leste, os estudos se multipliquem.


     Um grande contraste não pode deixar de nos causar surpresa: foi com legitimidade que os vencedores em 1945situaram o crime - e em particular o genocídio dos judeus - no centro de sua condenação ao nazismo. Numerosos pesquisadores em todo o mundo trabalham há décadas sobre essa questão. Milhares de livros lhe foram consagrados, dezenas de filmes, dos quais alguns muito famosos nos mais diferentes géneros - Noite e Neblina ou Shoah, A Escolha de Sofia ou A Lista de Schindler. Raul Hilberg, para citarmos apenas um autor, fez da descrição detalhada das modalidades da matança aos judeus no III Reich o centro de sua obra mais importante.


     Ora, não existe um trabalho como esse sobre a questão dos crimes comunistas. Enquanto que nomes como osde Himmler ou o de Eichman são conhecidos em todo o mundo como símbolos da barbárie contemporânea, os de Dzerjinski, Lagoda ou de Lejov são ignorados da maioria. Quanto a Lenin, Mao, Ho Chi Minh e o próprio Stalin, eles sempre foram tratados com uma surpreendente reverência. Um órgão do Estado francês, a Loto, chegou a ter a inconsciência de associar Stalin e Mao a uma de suas campanhas publicitárias! Quem teria a ideia de utilizar Hitler ou Goebbels numa operação semelhante?


     A atenção excepcional concedida aos crimes hitleristas é perfeitamente justificada. Ela responde à vontade dossobreviventes de testemunhar, dos pesquisadores de compreender e das autoridades morais e políticas de confirmar os valores democráticos. Mas por que os testemunhos dos crimes comunistas têm uma repercussão tão fraca na opinião pública? Por que o silêncio constrangido dos políticos? E, sobretudo, por que um silêncio “acadêmico” sobre a catástrofe comunista que atingiu, há aproximadamente 80 anos, um terço da espécie humana, sobre quatro continentes? Por que essa incapacidade de situar no centro da análise do comunismo um fator tão essencial quanto o crime, o crime de massa, o crime sistemático, o crime contra a humanidade? Estamos diante de uma impossibilidade de compreensão? Não se trata, antes, de uma recusa deliberada de saber, de um medo de compreender?


     As razões dessa ocultação são múltiplas e complexas. Inicialmente, estava em jogo a vontade clássica econstante dos carrascos de apagar as marcas de seus crimes e de justificar o que eles não podiam esconder. O “relatório secreto” de Kruschev (1956), que se constituiu como o primeiro reconhecimento dos crimes comunistas pelos próprios dirigentes comunistas, é também o relato de um carrasco que vai procurar mascarar e encobrir seus próprios crimes - como chefe do Partido Comunista ucraniano no auge do terror - atribuindo-os somente a Stalin e valendo-se do fato de que obedecia a ordens; ocultar a maior parte do crime - ele fala somente das vítimas comunistas, bem menos numerosas do que todas as outras; atenuar o significado desses crimes - ele os qualifica como “abusos cometidos pelo regime stalinista”; e, enfim, justificar a continuidade do sistema com os mesmos princípios, as mesmas estruturas e os mesmos homens.


      Kruschev nos dá um testemunho franco, relacionando as oposições com as quais ele se chocou ao preparar orelatório secreto”, particularmente no que diz respeito ao homem de confiança de Stalin: “Kaganovitch era de tal modo um adulador, que ele teria cortado a garganta de seu pai se Stalin assim o ordenasse com uma piscada de olhos, dizendo-lhe que era no interesse da Causa: a causa stalinista, é claro, f...] Ele argumentava contra mim por causa do medo egoísta de perder o pescoço. Ele obedecia ao desejo impaciente de fugir a toda responsabilidade. Se havia crimes, Kaganovitch queria somente uma coisa: estar certo de que suas marcas foram apagadas.” O fechamento absoluto dos arquivos dos países comunistas, o controle total da imprensa, da mídia e de todas as saídas para o exterior, a propaganda do “sucesso” do regime, toda essa máquina de ocultar informações visava, em primeiro lugar, impedir que viesse à luz a verdade sobre os crimes.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

StG-44 & AK-47

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Qual a diferença entre um fuzil que empregue a velha munição de mosquete típico da Primeira Guerra Mundial e um fuzil desenhado para usar munição baseada no 7,92 Kurz alemão? Costuma-se dizer que a grande diferença entre o 7,92 Kurz e o velho 7,92 x 57 Mauser seria o peso do cartucho completo, o que não deixa de ser verdade, mas a construção geral da arma é que sofre a maior mudança, não só pela construção mais delgada, já que a menor potência do tiro demanda menos material, mas também pelo menor comprimento de todas as peças da arma.
Uma munição mais curta permite um carregador mais curto, um ferrolho mais curto e um curso de ferrolho menor, o que permitirá um cofre de mecanismo mais curto também.
No quadro abaixo arbitrei que a distância entre a ponta da munição e a câmara do fuzil seria um quarto do comprimento total da munição e a distância entre a base da munição no carregador e a parte traseira do ferrolho (onde fica a parte do percussor que é tocada pelo cão) arbitrei em 30 mm.
A                          B         C          D         E         F          G         H         I            J            K       
79,92x33 Kurz       33         49        16        12,25    49,00    49,00    30,00    91,25     231,50     0,9
7,62x39 M1943     38,7      56         17,3     14,00    56,00    56,00    30,00    100,00    256,00    1
7,62 NATO          51,18     69,85    18,67    17,46    69,85    69,85    30,00    117,31    304,48    1,19
7,92x57 Mauser     57         82        25        20,50    82,00    82,00    30,00    132,50    347,00     1,36
30-06                   63,3      85         21,7     21,25    85,00    85,00    30,00    136,25    357,50    1,4


LEGENDAS:   
A     Cartuchos
B     Comprimento do estojo
C    Comprimento da munição
D    Comprimento que projétil acrescenta à munição
E    distância do carregador até a câmara (¼ do comprimento da munição)
F    Comprimento horizontal do carregador (o mesmo da munição)
G    Comprimento da câmara (o mesmo da munição)
H    Distância entre a traseira do ferrolho e a base da munição (arbitrei em 30 mm)
I     Comprimento do ferrolho
J     Comprimento do cofre (duas vezes o ferrolho mais a câmara)
K    Comparação com o ferrolho de uma arma em calibre 7,63 x 33 mm (AK-47)

Usando estes parâmetros, uma arma dimensionada para usar o potente 30-06 do fuzil Garand terá 40% mais comprimento, só no cofre. Além da necessidade de usar mais aço para suportar o disparo bem mais potente do 30-06 (83% mais energia cinética que um tiro de AK-47), esta maior quantidade de aço deverá ser usada num engenho necessariamente todo mais longo.

O grande feito do Sturmgewehr foi liberar os projetos das munições pesadas, que tornavam as armas pesadas e incontroláveis.
Agora, uma tabela com energia cinética e momento.


Cartuchos            projétil     velocidade     energia    comparação    momento    comparação
                                            pés/seg
    79,92x33 Kurz      125        2250            1404,94       0,89           5,55             0,95
    7,62x39 M1943    123         2400           1572,93       1                5,83             1
    7,62 NATO            150        2800            2610,9         1,66           8,3               1,42
    7,92x57 Mauser    198        2600            2971,63       1,89         10,17             1,74
    30-06                     165        2800           2871,99        1,83           9,12             1,57
Os valores da tabela não são definitivos, existem muitas munições num mesmo calibre com diferentes velocidades e diferentes projéteis; apenas tentei pegar os dados das versões mais típicamente encontradas entre os soldados.

O 7,92 Mauser clássico é muito potente, o que traz outra discussão: maior ainda foi o feito do FG-42, que foi o primeiro fuzil 100% operacional utilizando munição de mosquetão e pesando pouco mais que um StG-44. O FG-42 pede 50% mais material na construção, tendo 112% mais energia cinética e 83% mais momento que o StG-44, mas pesa apenas 11% mais. Realmente um grande feito. É bem verdade que a construção do FG é totalmente diferente da construção de um StG, exatamente onde está a engenharia formidável dessa arma. O que teria sido um FG disparando a munição 7,92 x 33?
O FAL é uma arma que faz o trancamento no corpo, o que é ótimo para a limpeza, mas péssimo para a vida útil da arma. Após 17 mil tiros a caixa de culatra do FAL fica 0,25 mm mais longa e o headsapace fica perigosamente comprometido; é quando o FAL é repotenciado (como uma retífica de motor). Se o FAL fizesse o trancamento diretamente entre ferrolho e cano, seu corpo poderia ser mais fino e ele não precisaria ser repotenciado depois de meros 17 mil tiros. O AK-47, além de disparar uma munição menos potente, faz o trancamento do cano diretamente na área da câmara, liberando o corpo para ser feito materiais menos nobres e/ou mais leves.
Mas, quem é o pai dos fuzis de assalto? E o que é um fuzil de assalto? Um fuzil de assalto é uma arma que atira quase como uma submetralhadora nas distâncias curtas e quase como um mosquetão nas distâncias longas, algumas características:
  1. Tem carregador destacável de trinta tiros ou mais;
  2. Acerta um homem à quatrocentos metros, e;
  3. Dispara rajadas quando necessário sem desperdiçar munição.
A possibilidade de emprego de coronhas dobráveis e o punho de pistola vieram como consequências.
As miras abertas e próximas foram usadas no StG-44 e no Kalashnikov por serem miras rápidas e usáveis até por quem não tem visão muito acurada, não significa que uma arma com grande distância entre miras na configuração “peep sight” não possa ser um fuzil de assalto (como o belga FNC).
FAL, FG-42, M-14 e BAR não são fuzis de assalto (o BAR nem é um fuzil, ela só atira em automático e por ferrolho aberto – na realidade é uma metralhadora leve com nome errado).
Como o trancamento do StG-44 é totalmente diferente do trancamento do AK-47, alguns insistem na falta de parentesco entre os dois, o que é um erro, pois o militar não se importa com os detalhes funcionais dos mecanismos, o que ele quer é a dupla “layout + forma de emprego”, sobretudo a forma de emprego.
Quem lançaria uma arma de cano excepcionalmente curto, munição curta e menos potente, miras abertas e não muito afastadas, carregador destacável de trinta tiros e capaz de disparar rajadas se o StG-44 não tivesse sido fabricado?
O fuzil AK-47 é uma versão russa do Sturmgewehr, mas usa ferrolho rotativo e um mecanismo de gatilho de espingarda Browning 1906. A frase de Lee Ermey “nothing can be further from reality” foi exagerada.
O parentesco não é o mesmo que notamos entre a Borchardt e a Luger, entre o Kalashnikov e o Galil, mas ele existe sim.
Parentesco por parentesco... a Maxim é uma carabina Henry (que é uma Volcanic) onde o movimento da alavanca é feito pelo recuo; a Borchardt é uma Maxim de mão com o joelho quebrando para cima e a Luger é uma Borchardt menos medonha e canhestra. Veio tudo da Volcanic!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Finlandeses e armênios: seduzidos, traídos e aprisionados.

No início dos anos 30, os soviéticos conduziram uma campanha de propaganda sobre a Carélia, jogando simultaneamente com as possibilidades oferecidas por essa região fronteiriça entre a URSS e a Finlândia e a atração que a “construção do socialismo” exercia. Quase 12 mil pessoas deixaram a Finlândia, acrescidos de cerca de cinco mil finlandeses vindos dos Estados Unidos, principalmente os membros da Associação (norte-americana) dos Trabalhadores Finlandeses, que naquele momento enfrentavam grandes dificuldades devido ao desemprego que se seguiu à crise de 1929. A “febre da Carélia” foi tão forte, que os agentes da Amtorg (agência comercial soviética) lhes prometiam trabalho, bons salários, alojamento e viagem gratuita de Nova York a Leningrado. Recomendava-se aos interessados que levassem tudo o que possuíssem.
A “corrida para a utopia”, segundo a expressão de Aino Kuusinen, transformou-se em pesadelo. Desde a sua chegada, as máquinas, as ferramentas e as economias desses imigrantes foram confiscadas. Obrigados a entregar os passaportes, eles se viram como prisioneiros em uma região sub desenvolvida, onde predominava a floresta, em condições de subsistência particularmente duras. Segundo Arvo Tuominen, que liderava o Partido Comunista Finlandês e ocupava a função de membro suplente do Presidium do Comitê do Komintern até o fim de 1939, condenado à morte para depois ver a sua pena comutada em dez anos de prisão, pelo menos 20 mil finlandeses foram encarcerados em campos de concentração.
Forçado a se instalar em Kirovakan, Aino Kuusinen presenciou a chegada, depois da Segunda Guerra Mundial, dos arménios que, também vítimas de uma hábil propaganda, haviam decidido se estabelecer na República Soviética da Armênia. Respondendo à convocação de Stalin, para que as pessoas de origem russa que viviam no estrangeiro retornassem à URSS, esses arménios, apesar de serem na realidade muito mais turcos exilados do que russos propriamente ditos, se mobilizaram para se instalarem na República da Armênia, que, em sua imaginação, substituía a terra de seus antepassados. Em setembro de 1947, vários milhares deles se reuniram no porto de Marselha. Três mil e quinhentos embarcaram no Rossio, que os transportou para a URSS. Assim que o navio transpôs a linha imaginária que demarcava as águas territoriais soviéticas no Mar Negro, a atitude das autoridades soviéticas mudou repentinamente. Muitos então compreenderam a armadilha odiosa em que tinham caído.
Em 1948, duas centenas de armênios chegaram dos Estados Unidos. Acolhidos em clima de festa, eles tiveram a mesma sorte: os seus passaportes foram confiscados logo na chegada. Em maio de 1956, várias centenas de arménios oriundos da Franca fizeram uma manifestação por ocasião da visita a Erevan do ministro das Relações Exteriores, Christian Pineau. Apenas 60 famílias foram autorizadas a deixar a URSS, enquanto a repressão se abatia sobre os outros.




Pagina 157 de O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO

Tomavam passaportes, confiscavam os bens, trancavam em campos de concentração, condenavam a trabalhos forçados, matavam...
O mesmo diabo que reelegeu Lula e elegeu Dilma, ajudou Lênin e Stalin na longa jornada de mentiras, roubos, assassinatos, estupros e torturas que ora chamamos de COMUNISMO.

Os iugoslavos tão dedicados à revolução... levam a pior também!

Os iugoslavos presentes na Rússia em 1917 e que lá ficaram por livre vontade somavam, em 1924, de 2.600 a 3.750 pessoas. A esses juntavam-se os operários das indústrias e especialistas vindos da América e do Canadá, com o respectivo material, para participar da “edificação do socialismo”. Suas colônias encontravam-se espalhadas por todo o território, de Leninsk a Magnitogorsk, passando por Saratov. Entre 50 e cem deles participaram da construção do metro de Moscou. Tal como as outras, a emigração iugoslava foi reprimida. Bozidar Maslarítch afirmou que eles sofreram “o destino mais cruel”, acrescentando: “Na sua grande maioria, foram presos em 1937-1938, e o seu destino é totalmente desconhecido...”. Apreciação subjetiva, alimentada pelo fato de várias centenas de emigrantes terem desaparecido. Atualmente, continua a não haver dados definitivos sobre os iugoslavos que trabalharam na URSS, especialmente sobre os que participaram da construção do metro de Moscou e que foram duramente reprimidos por terem protestado contra suas condições de trabalho.


Página 159 de O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO


Interessante. Tito, outro monstro comunista da pior espécie, lutou na revolução russa e o filho de Tito lutou na defesa de Moscou (1941).
Iugoslavos são otários ou Tito não se importava com os iugoslavos, o que é muito natural, o comunista só se importa com a pátria chamada COMUNISMO, o resto pode morrer. Para mim, de família expropriada pelos comunistas iugoslavos, é uma satisfação ver que os comunistas maltrataram essas pessoas selvagens e ingratas (os Balcãs foram salvos dos turcos pelos austríacos, a região toda foi desenvolvida por austríacos).
O caso de minha família com os comunistas iugoslavos:
-meu avô passou três anos lutando contra os comunistas na Iugoslávia;
-sua divisão rendeu-se aos ingleses, quando foi desarmada e depois enviada para a Iugoslávia, onde os comunistas de Tito assassinaram todos os soldados que lá chegaram (sim, execução de prisioneiros de guerra; um presente dos ingleses para os comunistas de Tito);
-em 1958 recebeu a cidadania alemã, coisa que o governo alemão jamais daria para alguém com pendências de crimes de guerra;
-no Brasil, no final dos anos 60, meu avô foi preso pela Polícia Federal e ameaçado com extradição para a Iugoslávia; meu avô passou sua metalúrgica para um laranja dos policiais e foi solto.
E ainda tem gente que diz que o governo militar brasileiro só caçava comunistas, que protegia nazistas, o converseiro de sempre.

Os russos salvaram Stalin de Hitler. Como recompensa ganharam mais castigos...

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Da página 109 do LIVRO NEGRO DO COMUNISMO tirei:
“Uma coletânea de documentos recentemente publicada sobre “o espírito público” em Moscou durante os primeiros meses da guerra, destaca a desordem da “gente comum” diante do avanço alemão do verão de 1941. Os moscovitas pareciam dividir-se em três grupos - um de “patriotas”, um “movediço” onde nasciam e se difundiam os rumores, e um de “derrotistas” que desejava a vitória dos alemães sobre os “judeus e bolcheviques”, assemelhados e detestados. Em outubro de 1941, durante o desmonte das fábricas visando à evacuação em direção ao leste do país, ocorreram “desordens anti-soviéticas” nas empresas têxteis da região de Ivanovo. As afirmações derrotistas mantidas por alguns operários eram reveladoras do estado de desespero no qual se encontrava uma parte do mundo operário, submetido desde 1940 a uma legislação cada vez mais dura.”...


...”Entretanto, já que a barbárie nazista não acenava com nenhum futuro promissor aos sub-homens soviéticos, votados ao extermínio, ou melhor, à escravidão, ela acabou por reconciliar, num grande sobressalto patriótico, a gente comum com o regime. Com bastante habilidade, Stalin soube reafirmar com força os valores russos, nacionais e patrióticos.”


Mesmo após mais de vinte anos sofrendo com torturas, prisões, roubos, estupros, escravização, sequestros, deportações e a absoluta ausência de quaisquer liberdades e garantias individuais por parte do governo comunista de Lênin e Stalin, os russos, mais uma vez foram iludidos.

As primeiras semanas de avanço do exército alemão contra a URSS foram marcadas por otimismo e profissionalismo; os excessos foram praticados pelo lado desesperado, pelas guerrilhas organizadas pelos comissários do partido comunista instruídos por Stalin na chamada “política da terra arrasada”. Ainda que os alemães se esforçassem muito para parecerem libertadores, a única versão que chegaria aos ouvidos dos operários de Moscou seria a versão dos comunistas. A julgar pelo número de soviéticos que juntaram-se às *SS na luta contra Stalin, os alemães não devem ter sido assim tão terríveis; e dificilmente conseguiriam fazer tantas maldades quanto Lênin e Stalin fizeram.

Muitos filmes oficiais nazistas, de fato, descreviam os russos como criaturas dispensáveis, opinião totalmente diferente era encontrada na tropa, cujo respeito os russos ganharam na guerra combatendo em unidades nacionalistas locais ou nas *SS. Os livros de Otto Skorzeny e Hans Ulrich Rudel não descrevem os russos como animais ou monstros.

O fato é que a propaganda comunista conseguiu convencer os soviéticos a defenderem o país contra os nazistas. O soviético guerreou para ser assassinado por outro soviético!

Os nazistas, em poucos anos de guerra, aprenderam a ignorar as bobagens racistas do partido; soldados russos, poloneses, tchecos, húngaros, italianos, indianos, muçulmanos bósnios e até ingleses lutaram nas SS, o quartel general das SS, na rua Prinz Eugen, foi defendido por uma divisão francesa em maio de 1945.  Mas, o que aconteceu na URSS após a guerra? O Estado soviético continuou assassinando inocentes por serem de determinada etnia, por representarem uma classe ou apenas para servirem de exemplo. É mais fácil mudar a cabeça de um nazista que a cabeça de um comunista? A História sugere que sim.

E se na verdade as atrocidades nazistas só tiverem incomodado os ocidentais? O povo de um país onde o próprio exército sequestra e executa pessoas de uma pequena cidade apenas para convencer os locais a entregarem certa quantidade de cereais para o governo, se incomodará quando soldados de outro país executarem civis em represália a algum ataque guerrilheiro? Não acho impossível, mas não creio que o impacto seja o mesmo que teria no nosso país. Biografias de militares alemães que lutaram na frente russa falam muito sobre a capacidade do russo para sofrer; essa capacidade existia antes de 1918 ou foi forjada pelos abusos da Tcheka e da GPU?


Pág 81:
“Durante o mês passado, a prisão de Balachevo '-devolveu' a Elan 78 condenados, sendo
que 48 dos quais tinham menos de dez anos; 21 foram imediatamente soltos. [...]”

-Uma nação que prende crianças de menos de dez anos? I-N-A-C-R-E-D-I-T-Á-V-E-L!


Pág 61:
“Fizemos 40 reféns, declaramos o povoado em estado de sítio e demos duas horas aos seus habitantes para entregarem os bandidos e as armas escondidas. Reunidos em assembleia, os habitantes hesitavam sobre que conduta seguir, mas não se decidiam a colaborar ativamente com a caça aos bandidos. Sem dúvida, eles levavam a sério as nossas ameaças de execução dos reféns. Expirado o prazo, executamos 21 reféns diante da assembleia de moradores. A execução pública, por fuzilamento individual, com todas as formalidades usuais, na presença de todos os membros da
Comissão Plenipotenciária, comunistas, etc., provocou um efeito considerável entre os camponeses...”

“Em 3 de julho, começamos as operações no burgo de Bogoslovka. Raramente podemos encontrar camponeses assim tão insubmissos e organizados. Quando discutíamos com eles, do mais jovem ao mais idoso, todos respondiam unanimemente, fazendo cara de espantados: “Bandidos, aqui? Não acreditem nisso! Talvez tenhamos visto um ou outro passar de vez em quando por estas paragens, mas não sabíamos que eram bandidos. Nós vivemos tranquilamente, não fazemos mal a ninguém, não sabemos de nada.”
Tomamos medidas semelhantes às de Ossinovka: fizemos 58 reféns. Em 4 de julho, fuzilamos um primeiro grupo de 21 pessoas, depois 15 no dia seguinte, e pusemos sob estreita vigilância 60 famílias de bandidos, ou seja, cerca de 200 pessoas. No final das contas, alcançamos nossos objetivos, e eles foram obrigados a partir em busca dos bandidos e das armas escondidas...”

-Fuzilar reféns para que a aldeia colabore? Efeito entre os camponeses? E ainda dizem que os bolchevistas defendiam os camponeses? As execuções de civis em represália aos atos de guerrilha, tão atribuídos aos nazistas, chocavam mesmo os russos?




Pág 54:
“a humilhação das “burguesas” obrigadas a limpar as latrinas e as casernas dos tchekistas ou das Guardas Vermelhas parece ter sido uma prática corrente. Mas era também uma versão edulcorada e “politicamente apresentável” de uma realidade bem mais brutal: o estupro, fenômeno que, segundo vários testemunhos concordantes, alcançou proporções gigantescas, particularmente durante a segunda reconquista da Ucrânia, das regiões cossacas e da Criméia em 1920.
Etapa lógica e final do “extermínio da burguesia enquanto classe”, as execuções de detentos, suspeitos e reféns encarcerados somente por pertencerem às “classes abastadas” são atestadas em muitas cidades tomadas pelos bolcheviques.”

-Exterminar classe? Transformar filhas esposas de alguém em escravas sexuais? Essa é boa para as mocinhas comunistas de plantão! O kamarada Lênin era realmente um cara valente e durão! E os nossos “intelectuais” são muito corruptos. O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO é muito completo, eu acabaria postando o livro inteiro...



*As SS pertenciam ao partido nazista. Um russo não poderia alistar-se no exército alemão, pois não era cidadão alemão, mas poderia alistar-se nas SS. Daí os estrangeiros serem encontrados sempre nas SS, que na maioria das vezes era uma tropa essencialmente idêntica ao exército, salvo pela ausência do capelão.