quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Armas Roubadas alimentam o crime?


Num mesmo documento, a infame cartilha “como negar registro de arma para um cidadão comum” (o modelo de negativa da Polícia Federal), li que 30% e 68% das armas aprendidas em situação ilegal foram adquiridas legalmente. Precisam escolher se é 30 ou 68%. AQUI Ministério da Justiça manda PF perseguir donos de armas

Bom... na verdade, essencialmente TUDO que o crime usa foi ilegalmente tirado de alguém que adquiriu legalmente. N-O-V-I-D-A-D-E!!!
Nos anos oitenta a revista MAGNUM afirmava (se não me falha a memória) que 80% das armas nacionais apreendidas em São Paulo eram armas tiradas de vigilantes. A MAGNUM sugeriu uma nova munição para que as armas dos vigilantes perdessem parte da utilidade depois de roubadas. Ninguém se importou; afinal, a MAGNUM é uma revista feita por gente que conhece armas, qualquer coisa que viesse dela não levaria o Brasil até a situação tão esperada: pânico generalizado.
Todo roubo a banco é praticado com automóvel legalmente adquirido, mas ninguém fala em proibir automóveis. Pode parecer exagero, mas não é mentira.
Um bom consumidor de coca gasta quanto se divertindo? E maconha?
Stephen Tyler declarou certa vez que cada membro do Aerosmith cheirou um jatinho inteiro no final dos anos setenta. O problemático Fábio Assunção financiou quantas armas comprando cocaína?
A vìtima de furto ou roubo que perde uma arma vira inimigo público, o usuário de droga é vítima?
O grande pecado da arma é ser um bom produto! Dura muito mesmo!
Uma pistola Taurus PT 57 AMF furtada em 1986 num mesmo episódio onde teria sido furtado um videocassete, ainda está, se minimamente bem cuidada, funcionando perfeitamente; o videocassete não mais existe há pelo menos doze anos. As armas em circulação são produto de décadas de furtos e roubos sim, mas o crime há muitos anos delas não depende para se abastecer.
Já foi afirmado que 5% das residências em São Paulo contavam com armas (revistas VEJA e Jornal Tribuna do Direito – estão aqui http://www.angelfire.com/rebellion/weapons/desarmamento/desarmamento.htm).
Então, na média, se um ladrão invade casas desarmado, a probabilidade dele encontrar uma arma até a décima invasão é de 50%. Metade dos invasores desarmados completam dez invasões desarmados? Não. Definitivamente não! Bandido nenhum trabalha desarmado. A arma no fundo de uma gaveta é uma grata surpresa, mas o bandido vive melhor e mais tranquilo sabendo que jamais encontrará uma arma, ele prefere invadir casas onde não encontrará resistência armada.
Tudo que o bandido tem vem da população honesta. Seja roubando, furtando ou vendendo drogas, o bandido tira seu sustento do crime. As armas, por serem ferramentas de trabalho, acabam sendo retidas com mais facilidade.
Cortar 100% das armas da população para cortar as armas do crime acaba retirando apenas uma pequena parte das armas do crime e essa pequena parcela acaba sendo substituída pelo contrabando. Se não fosse verdade, a queda brutal nas vendas de armas e a quase extinção dos portes de arma, sentidos a partir da era FHC, já teriam dado algum resultado positivo, mas não é o que vemos, o crime continua tendo todas as armas que considera necessárias.
O criminoso é um organismo independente, ele não preenche formulários, não licita e não se intimida com leis. Criminoso precisa de arma e ele sempre conseguirá uma.
Se todas as armas legais forem recolhidas hoje, salvo armas das forças armadas, polícias militares, polícias civís, federal, ferroviária federal e rodoviária federal, em alguns anos teremos o crime armado apenas armas roubadas das forças citadas ou contrabandeadas, mas nenhum bandido deixará de ser bandido por falta de uma arma.
Minto? Não. A Rússia é um país onde, pelo menos, há noventa anos nenhum civil pode comprar uma arma de fogo, mas em 2000 apresentou cerca de 30 mil homicídios. A máfia russa tem quantas armas precisa. Nove anos depois estava com dezoito mil, enquanto o Brasil já tinha saído de vinte e cinco mil para cinquenta mil. Dezoito parece uma boa queda? De 2002 os americanos tiveram uma queda de dezesseis mil para quatorze mil, mesmo tendo duzentos e cinquenta milhões de armas nas mãos de oitenta milhões de cidadãos.

***São apenas divagações. Não acredite em mim. Pesquise, desconfie, duvide e confira.

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