domingo, 25 de novembro de 2012

A C.O.P. 357/38 trinta anos depois

ATUALIZADO
Conheci esta arma no GUN DIGEST 1982. Desenhei muitas coisas baseadas na mesma ideia:
-uma arma que pode ser disparada de dentro de um bolso ou bolsa sem os perigos das pistolas e revólveres!
O cão e o tambor do revólver tornam o funcionamento de dentro de um bolso algo muito arriscado; o ferrolho da pistola permite um tiro, isso se o cão for oculto.
A C.O.P. pode disparar quatro tiros de dentro de um bolso ou bolsa sem nenhum problema. Melhor ainda se o usuário colocar uma fita de pintor na boca do cano a fim de evitar a entrada de objetos pequenos nele, pois pode ser perigoso apertar o gatilho quando há um grampo de cabelo, ou coisa parecida, encostado no projétil.
Sempre foi um pouco desprezada pelo grande público, talvez por ser classificada pelas mentes mais infelizes como "garrucha". Hoje então, com tantos fanáticos por video games e reality shows... ninguém dá ou daria valor à pequena arma.



Encontrei ontem um belo vídeo do Youtube mostrando como ela funciona:




ATUALIZANDO 10 de Setembro de 2014
Como ela funciona? Confesso que dependi da uma vista explodida para sacar como ela funciona. Brilhante! A C.O.P. tem um cão com uma cabeça giratória. Na cabeça giratória temos três "rebaixos" e um "cheio", todos separados por 90 graus medidos a partir do centro do eixo em torno do qual gira a cabeça do cão. Os rebaixos evitam que o cão transfira movimento para três dos quatro pinos percussores da arma, enquanto que o disparo efetivamente ocorre no cano cujo percussor é atingido pelo cheio. Cada vez que o gatilho é puxado a cabeça do cão gira 90 graus e um cano carregado é disparado. Mas, como gira o percussor? É tão simples que chega a ser bobo! O impulsor do cilindro, aquela peça que fica presa ao gatilho do revólver comum e encaixa na estrela usinada na face traseira do extrator do revólver, fica na arma, na estrutura atrás do cão. Num revólver comum a rotação do gatilho leva o impulsor na direção do cilindro; na C.O.P. a cabeça do cão avança na direção do impulsor.

Equivalência de componentes:
Revolver comum        C.O.P.
Cilindro              cabeça giratória do cão
gatilho               estrutura
impulsor              impulsor

No Brasil é perfeitamente possível fazer arma quase idêntica. E se ela trabalhar em sistema de percussão, para evitar a nossa legislação nazi/comunista/filha da puta?
Uma C.O.P. calibre 7 mm com cinco tiros e parede mínima do cilindro com 2 mm teria uma largura máxima de 22,124 mm! Com quatro tiros teria 20 mm, então eu já a faria com 5.
Com um bom desenho de projétil e uma carga forte, daria conta de muita coisa; e sendo de percussão, seria mais prático trocar o cano para recarregar.
Lembro-me de uns projetos "idotas" meus nos anos oitenta, como: revólver 38 de sete e oito tiros!


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Villa Perosa: a primeira e única pistola metralhadora

Discussões e mais discussões, mas está resolvido o problema!
A Villar perosa foi a primeira e única submetralhadora. O grande erro da Bergmann foi chamar sua arma de maschine pistole.
A Villar Perosa foi projetada para ser uma metralhadora que pudesse ler levada por apenas um homem, como a tecnologia da época não conseguia fazer uma arma leve que suportasse as potentes munições de mosquete empregadas nas metralhadoras, usaram munição de pistola. A arma tinha dois canos, carregadores montados pelo topo da arma, usava bipé e punhos de pá (spade em inglês é pá, não é espada). A Villar Perosa tem características de metralhadoras, como a Vickers e a Browning, e nenhuma relação com armas de ombro.

A Villar Perosa foi a primeira submetralhadora? Se sim, nunca mais fizeram outra; se não, o nome foi indevidamente empregado.
Um dia alguém percebeu o erro e cortou uma Villar Perosa em duas metades, fazendo uma arma de ombro que, aí sim, parecia-se com o que foi chamado de submetralhadora.
Uns dirão que a Villar Perosa foi uma submetralhadora por usar munição de pistola. OK, sejam felizes.
O que faz uma submetralhadora não é a munição de pistola; se isso fosse verdade, a H&K não venderia sua MP-53 como submetralhadora. Já briguei muito por causa disso; ainda mais depois que alguns entusiastas andaram assim as definindo.

Radicalizar é divertido. O Browning BAR nunca foi fuzil, era metralhadora leve. A Villar Perosa era uma metralhadora leve. PDW não existe; se existe, Mauser Schnellfeuer, Skorpion, RAK e MAC-10 eram PDWs. No Brasil, o termo para submetralhadora é METRALHADORA DE MÃO.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A QUASE PERFEITA UZI

Passeando pelos vídeos do YOUTUBE concluí que a UZI foi, praticamente, a melhor submetralhadora de ferrolho aberto produzida.

As duas versões da UZI:

A mãe da UZI, a tcheca  ZK-476:


É uma arma relativamente curta (470 mm), sobretudo para uma arma com 260 mm de cano.
A trava de empunhadura evita que o ferrolho corra quando armado ou desarmado. Se a arma levar uma grande impacto e o ferrolho tentar escapar da armadilha, ela não atira. Se a arma levar um forte impacto na traseira, estando o ferrolho desarmado, a inércia não é capaz de lançar o ferrolho para trás (o que pode coletar uma munição do carregador e provocar um disparo acidental).
O seletor de tiro pode não ser fantástico para os canhotos, mas está numa bela posição para os destros.
A alavanca de manejo não se move durante o disparo e, a grande maravilha da UZI, se ela escapar da mão ou de outro obstáculo qualquer que a leve para trás, uma engenhosa cremalheira impede que a alavanca de manejo corra para frente quando em contato com o ferrolho.
A coronha é bem compacta e pode ser aberta e fechada sem tirar a mão da empunhadura.
Apesar de atirar por ferrolho aberto e ter um ferrolho pesado, ela atira muitíssimo bem em intermitente, o que não é comum.
Sua cadência de 650 tiros por minuto é levemente mais alta que o ideal, mas nada que atrapalhe, como numa FAMAE ou MAC-10.
É um pouco pesada para os nosso dias, mas na Segunda Guerra seria considerada leve.
O cano é fácil de trocar.
Miras reguláveis e bem protegidas.
Ela só tem um defeito: por usar percussor fixo; se a munição, por alguma razão, como estojo deformado ou sujeira na câmera, travar parcialmente introduzida no cano, ocorrerá um disparo do mesmo jeito, mas sem suporte para as paredes do estojo, que acabará se rompendo, podendo provocar danos e até mesmo ferir o usuário.
Numa Thompson, Orita, Vesely ou Welgun o percussor é acionado pela aproximação do ferrolho. Quando falta 1 mm para o ferrolho atingir sua posição mais adiantada, um mecanismo parecido com uma gangorra faz o percussor correr para frente. Se a munição emperrar, o ferrolho atinge a base da munição sem percutir a cápsula (militares chamam a espoleta de cápsula e a cápsula de estojo).
Melhor seria se ela tivesse um percussor ao estilo da Thompson ou da romena Orita.

Ferrolho aberto por quê?
Entende-se por ferrolho aberto a arma onde, no momento em que é pressionado o gatilho, o ferrolho encontra-se armado para trás e, consequentemente, não há munição no cano. O ferrolho corre para frente, coleta uma munição do carregador, a introduz no cano e aí então ocorre o disparo.
Qual o ferrolho aberto que eu gosto? É o API! API significa ADVANCED PRIMER IGNITION, ou detonação prematura da cápsula. No sistema API a detonação da cápsula ocorre enquanto o ferrolho ainda se move para frente. Numa arma API, antes que o ferrolho corra para trás, é preciso que a detonação da munição o freie (ainda que parcialmente). Ao empregar parte da potência de recuo da munição para consumir parte do momento do ferrolho, a arma pode trabalhar com um ferrolho mais leve mantendo a mesma cadência de fogo.
Nas armas automáticas o corpo da arma tende a saltar para frente quando atingido pelo ferrolho, nas submetralhadoras com API não é diferente e nessa corrida para frente ainda há momento (massa x velocidade) no ferrolho; daí eu dizer que o ferrolho é apenas parcialmente parado pela detonação. Há quem diga que numa submetralhadora com API a munição dispara ainda correndo para frente. Não é verdade. Ela precisa estar parada em relação ao ferrolho para que a espoleta seja amassada pelo percussor.
O ferrolho aberto ainda traz uma última vantagem: quando o atirador solta o gatilho depois de atirar muito, não há munição no cano para absorver o calor do cano e disparar de maneira espontânea (cook off).
Há vantagem no ferrolho fechado? Sim! Uma arma de ferrolho fechado será sempre potencialmente muito mais precisa que uma arma de ferrolho aberto.

Pino percussor ativado por aproximação como consta da patente da submetralhadora VESELY:
O ferrolho move-se da direita para a esquerda. O pino azul bate contra o suporte do cano, gira a alavanca verde, o percussor vermelho é arremessado contra a cápsula.


As peças do modelo original:


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Assassina de Ubiratan livrada com louvor

Cometeu o crime por ciúmes, mas as provas eram insuficientes.
Com essa explicação livraram a assassina do Coronel Ubiratan. O Ministério Público não pretende recorrer.
Bonito! Se o assassinado fosse um bandido ou comunista, não teria acabado assim. Décadas de bons serviços e ninguém ousa tratar o Coronel como gente. Estava lá para ser morto. Afinal... ele não gostava de bandidos ou de comunistas. Quem não gosta de bandidos e comunistas pode ser assassinado que nem o Ministério Público move um músculo para defender.
O Brasil é uma submediocridade. A pátria do fraco, do burro, abestalhado e manipulável.

Campanha contra a violência: mais uma...

Oito horas e vinte minutos do dia oito de novembro de 2012: Chico Pinheiro... nem mesmo global encardido suportou e comentou "o Brasil é bom de campanha".
Aparece esta senhora Taís Ferraz afirmando que mais da metade dos homicídios no Brasil são causados por impulso, mas parece ser íntegra: corrigiu dizendo "dos casos que estudamos".

Bom... como todos -acostumados com a manipulação da mídia- sabem:

1-QUANDO UMA PESSOA COMUM MATA OUTRA PESSOA COMUM POR IMPULSO, A PROBABILIDADE DE ESCLARECIMENTO DO CASO É PRATICAMENTE 100%. QUANDO UM CRIMINOSO PROCURA A MELHOR OPORTUNIDADE PARA ATACAR UM ESTRANHO, É BEM MAIS DIFÍCIL ACHAR O RESPONSÁVEL.

2-85% DOS CRIMES NO BRASIL ACABAM COMO AUTORIA DESCONHECIDA.

Estudar casos solucionados vicia a amostra, deixa de lado, propositalmente, os casos onde criminosos profissionais matam e penaliza o cidadão comum com o rótulo de psicopata.
A campanha é idiota, tão ididota que ganha espaço na muito idiota Rede Globo.

Kalashnikov é um velho imbecil

Estou terminando de ler um livro sobre o projetista do AK-47.
Lavagem cerebral é pouco para explicar como o sujeito defende o homem que rotulou sua família (pobre, mãe analfabeta, pai com dois anos de escola, que geraram dezoito filhos) como burguesa e parasita, mandou todos de trem para a Sibéria e colocou seu irmão seis anos num campo de trabalhos forçados (onde ele ganhou mais um ano de pena apenas por ter perguntado qual a razão de sua prisão no último dia de sua primeira pena).
Para Kalashnikov, Stalin representa os melhores anos de sua vida, quando transformaram-no num êxito, quando ele era jovem e forte, quando seus filhos eram pequenos, quando a felicidade era ter o "privilégio" de dividir um apartamento com mais quatro famílias... Sim, para aqueles que dizem não ser verdade, na União Soviética quatro famílias estranhas eram enfiadas num mesmo apartamento, enquanto a elite do Partido Comunista vivia como vivem todos os políticos!
Ele se diz leninista... Lênin, o responsável pelo golpe que tirou do poder o eleito Partido Socialista Revolucionário e mergulhou a Rússia numa guerra civil de anos, no genocídio de classes, nas prisões e expurgos.
Diz que os deputados do Partido Comunista eram fortalezas morais, mas queixa-se do saque promovido pelos membros desse mesmo partido sobre as riquezas da Rússia quando acabou a URSS. Estranha a águia de duas cabeças de uma de suas últimas condecorações e afirma gostar da foice e do martelo.
Kalashnikov é um velhote imbecilizado por sessenta anos de medo. Além de ser o homem mais sortudo do mundo, já que o AK-47 nunca foi tudo isso.
Quanta saudade dos anos em que a URSS era temida, hoje não passa de uma nação de traficantes, cafetões, trapaceiros, corruptos, drogados e prostitutas. É o preço pago por quem quer fuzilar padres e demolir igrejas sem ter nada testado para colocar no lugar. E ainda acha que a Alemanha deveria indenizar a Rússia pela guerra, como se a Alemanha já não tivesse sido esfolada nos últimos sessenta e sete anos pela mesma razão...
Para fechar com chave de fezes o livro, há no final da edição um logo "Acabe com sua arma antes que ela acabe com você".
Desenho armas desde 1980. Em agosto de 1980 me encantei com a vista em corte do AK-47 na revista Manchete, mas não faria questão alguma de conhecer este cavalheiro.
O livro "RAJADAS DA HISTÓRIA, da jornalista Elena Joly, retrata um partidário do genocídio, da tortura, dos estupros, dos assassinatos gratuitos, da mentira como forma de conduta pessoal e do terror como política de Estado. Péssimo! Antes ficasse calado.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Por que eu não divulgo o meu blog?

Não sou formador de opinião. Não me importo mais com quem quer errar. Quer errar? Seja feliz!
Divulgar para quê? Se chegou aqui e gostou, salve ou imprima; se não gostar... tudo bem.
Todas as pessoas que deixam o que estão fazendo para penetrarem nas conversações alheias a fim de exporem seus pontos de vista, que eu conheço, são esquerdistas. Será essa a razão do sucesso deles? Que seja... nem ligo.

Barack, o falso afro-descendente!

Ele não é descendente de escravos, é filho de uma americana com um africano, não tem relação alguma com o típico afro-americano. Gosta de usar frases repetitivas, gosta de poesia e de declarações emotivas. A imprensa é cúmplice, jamais o critica e até justifica sua incapacidade de cumprir promessas.
O cara é a receita de bolo que mais vende no planeta burro: demagogia 24 x 7!
Se as pessoas votassem nele sabendo que ele é falsificado... tudo bem! Mas espere aí: elas sabem! (ou podem saber) Quem liga? Melhor cair no abismo que admitir a própria burrice...

Os "especialistas" da GLOBO

Sempre que aparece um "especialista" numa reportagem da Rede Globo, faço teste: digito o nome do "iluminado" e a palavra "desarmamento". Aparece na hora um monte de artigos na internet e em jornais defendendo o desarmamento da população. Fato!
FHC achatou as vendas de armas e a emissão de portes, Lula veio e dizimou os sobreviventes; e ainda ficam batendo na mesma velha tecla. Os crimes aumentam e a sociedade finge que não sabe o porquê. Paciência! Mas: paciência tem limite! Paciência tem limite? Parece que não.
Hoje a vítima do meu teste foi o senhor Renato Lima e o Fórum Brasileiro de Segurança. Exemplo infeliz do atirador de Realengo contra um morador de rua que esfaqueou duas pessoas; como se o atirador de Realengo tivesse adquirido suas armas legalmente ou uma faca não fosse capaz de causar muitas mortes (basta verificar as notícias do Japão, onde não é tão incomum a ocorrência de múltiplos esfaqueamentos).
Falam e refazer o plebiscito de 2005, numa semelhança indisfarçável com os movimentos comunistas de Lênin e de Ho Chi Min: SE A DECISÃO POPULAR CONTRARIAR A LINHA DOS "ILUMINADOS", ELE DEVE SER DESRESPEITADA! (se alguém reclamar, use algumas palavras em latim...)
O POVO SÓ PODE OPINAR, E SER RESPEITADO, SE CONCORDAR COM OS DONOS DA PALAVRA.
Se o governo combatesse os criminosos com a mesma fúria que aplica na perseguição aos donos de armas devidamente legalizadas, quem sabe voltaríamos aos mesmos índices de violência dos tempos do Presidente Itamar Franco. Mas o Ministro Cardozo acha que estamos no caminho certo (com aval da Globo), quem somos nós para duvidarmos...
Aguenta Brasil! Você fez por merecer.
A mídia brasileira e o governo brasileiro são de orientação comunista/nazista/totalitarista. A mentira repetida cem vezes torna-se verdade (como brasileiro é mais burro que a média... basta repetir dez vezes).