Parece coisa de reacionário?
Não!!!
Sempre suspeitei dessa
gente. Uma entidade criada depois de uma atitude exagerada de Salazar; teria
sido por acaso? Poderia ter sido, mas não parece ter sido só isso. A Anistia
Internacional conseguiu alguns elementos neutros, mas foi visivelmente muito
mais empenhada e atacar os regimes não socialistas.
Na página 92 de CONTRA TODA A ESPERANÇA temos:
“A existência dos prisioneiros políticos nus foi denunciada
diante de governos e organizações internacionais, mas estes não se preocuparam
em se manifestar. A Anistia Internacional manteve-se em silêncio.
Seu diretor era, nessa época, Sam McBride, que recebeu o
Prêmio Lênin da Paz, concedido, como se sabe, pelo Soviet Supremo da URSS aos
que defendem os interesses da União Soviética, sua política exterior e suas
concepções ideológicas. Esse mesmo Sam McBride, dez anos depois, em julho de
1978,presidia uma conferência sobre Direitos Humanos, realizada na Venezuela,
para denunciar as violações que estavam acontecendo na América Latina. Correto
e gentil, cumprimentou minha esposa, que participava da conferência, sem saber
quem era ela. Quando Martha começou seu discurso e o sr. McBride escutou-a
dizer que em Cuba os Direitos Humanos eram violados, perdeu toda a compostura,
gritou, histérico, e proibiu-a de continuar falando. Martha tentou continuar a
exposição e o sr. McBride começou a bater fortemente sobre sua mesa, gritando,
ao microfone, para os tradutores, que faziam tradução simultânea, não
traduzirem as palavras dela, impedindo, dessa maneira, e diante da consternação
de todos os presentes, que ela continuasse falando. No dia seguinte, na
primeira página do jornal venezuelano Últimas Notícias, havia esta manchete, ocupando
toda largura do jornal: "VIOLAM-SE OS DIREITOS HUMANOS EM CONFERÊNCIASOBRE
DIREITOS HUMANOS". Os demais órgãos da imprensa também comentavam o
incidente com duras críticas. O sr. McBride não queria ouvir nada sobre a
violação dos Direitos Humanos em Cuba. O que teria pensado o Soviet Supremo se
ele o tivesse permitido? Talvez lhe retirassem a medalha Lênin da Paz e seus
comparecimentos a Rádio Moscou.”
Prêmio Lênin da Paz??? Tá de brincadeira? Quer me fuder me
beija! Isso aí é a Anistia internacional? Anistia Internacional sendo dirigida
por gente que recebe prêmios de um regime sem liberdade de imprensa, sem
liberdade de expressão, sem eleições, sem partidos, sem o direito de ir e vir,
de entrar e sair, livre iniciativa e propriedade privada? Quem é o estúpido que
ainda acredita que esse pessoal é bonzinho?
Mas, verdade seja dita; ao longo do livro alguns elementos
da Anistia Internacional, com muito esforço para não serem notados pelos
colegas menos honestos, conseguem ajudar Armando Valladares.
Lembro-me de um programa da FM CULTURA onde um senhor
Rodolfo Konder afirmava que a pena capital era horrível e que 39 pessoas,
comprovadamente inocentes, teriam sido executadas nos Estados Unidos no século
XX, SEGUNDO A ANISTIA INTERNACIONA. Descobri agora que ele morreu há alguns
meses, o que não faz de Rodolfo Konder menos incoerente (para não dizer
desonesto).
Vamos lá...
Trinta e nove pessoas nos Estados Unidos?
- Com a melhoria das técnicas forenses a probabilidade de condenação de um inocente só tende a diminuir, o que me leva a querer saber a distribuição destes 39 casos ao longo do século XX.
- Erros acontecem mesmo. Existem inocentes presos. O ideal é que existam ZERO inocentes presos, mas isso, no momento, ainda não é possível. Já que temos inocentes em nossas penitenciárias, que tal soltarmos todos? O resultado não é difícil de prever...
- Estados Unidos? Que tal examinar o número de inocentes executados na China, em Cuba, Na extinta União Soviética? Só para lembrar, apesar de ser óbvio: nos países socialistas, mesmo na última década de vida da cortina de ferro, muitas pessoas foram executadas por terem feito coisas que nos Estados Unidos não levariam um cidadão nem à delegacia mais próxima a fim de prestar esclarecimentos. Falar de Estados unidos é uma grande demonstração de corrupção intelectual.
- Rodolfo Konder foi membro do Partido Comunista, nem precisava dizer né? E era jornalista. (!?!?!?) Não existe jornalista comunista, existe comunista infiltrado no jornalismo tentando derrubar o sistema. Se um homem defende um regime onde jornais, rádios, emissoras de TV e escolas estão nas mãos do governo, ele pode ser um monte de coisas, mas não pode se apresentar como jornalista.
- Era amigo de Vladimir Herzog! Lembro-me das palavras de Rodolfo Konder numa de suas crônicas na FM CULTURA “Vlado era um cara legal que gostava de roupas caras e sapatos italianos”. Ahhhh! Jesus! O cara era do partido comunista, mas era legal; ocupava um belo cargo numa TV estatal, mas não queria apanhar do DOI-CODI?
Os comunistas nunca foram pessoas legais. É comum a
banalização do problema comunista com a frase “Você acha que comunista come
criancinha?”.
Não. Não acredito. Não sou idiota. Comunistas não comem
crianças, mas não duvido que alguns as tenham comido por gosto. O que sei é que
no auge da repressão comunista na URSS os russos apelaram para o canibalismo para
não morrerem de fome, e foi por culpa dos comunistas.
Em sua biografia, Kalashnikov (o criador do AK-47), comentou
que seu irmão foi preso por tentar escapar do trem que levaria toda a família
Kalashnikov para a Sibéria (a grande família “burguesa” – pai com dois anos de
escola, mãe analfabeta e nove filhos, todos morando numa casa de dois cômodos).
Como punição por ter fugido, seu irmão foi mandado para seis anos de trabalhos
forçados; ao final da pena perguntou ao diretor da prisão por que fora preso:
ganhou mais um ano de cadeia!
Onde ele teria trabalhado? No grande canal ligando o Mar Branco ao Báltico.
Do LIVRO NEGRO DO COMUNISMO tiramos:
“Em um ano e meio, do fim de 1928
ao verão de 1930, a mão-de-obra penal explorada nos campos da GPU fora multiplicada
por 3,5, passando de 40 mil a cerca de 140 mil detidos. Os sucessos da
exploração dessa força de trabalho encorajaram o poder a empreender novos
grandes projetos. Em junho de 1930, o governo decidiu construir um canal de 240
quilómetros de comprimento, cavado na maior parte numa rocha granítica, que
ligaria o Mar Báltico ao Mar Branco. Na falta de meios técnicos e de máquinas,
esse proje-to faraónico necessitava de uma mão-de-obra de pelo menos 120 mil
detidos, usando como únicos instrumentos de trabalho enxadas, pás e carrinhos
de mão. Mas, no verão de 1930, com a deskulakização atingindo seu auge, a
mão-de-obra penal poderia ser tudo, menos um produto deficitário!”
E ainda tem gente dizendo que o LIVRO NEGRO é
um monte de mentiras...
Nenhum comentário:
Postar um comentário